Biofótons – Luz Celular


BIOFÓTONS – LASER BIOLÓGICO.
‘HARDWARE’ INTERMEDIANDO OS FENÔMENOS PSI.

Biophotons – biological laser.
Hardware intermediating psi phenomena.

Biofotones – laser biológico.
‘hardware’ intermediando los fenómenos psi.

Rafael Couto Melsert, M.D.1,2
1 Instituto Internacional de Pesquisas Psíquicas – IIPP, 2 Nanous Systems Research
rafaelmelsert@doctor.com

Abstract

All the live cells emit a specific radiation, of very weak intensity and which possesses a LASER nature, since it fills the requirements of a coherent radiation: hyperbolic decay pattern and a probability of counting according to the model of a Poisson Distribution. This radiation is composed by biophotons, thus called because they are photons emitted by biological sources and, so, present their same properties. Biophotons seem to have a decisive impact upon the processes of cellular communication and integration.

The Newtonian/Cartesian paradigm doesn’t allow the establishment of a theoretical foundation to hypothesis which explain the existence of phenomena which occur through the interaction between consciousness and matter. On the other hand, the spiritualists and parapsychological approaches provide the basis for the understanding of such processes, but they become restricted to unfold into an elaboration of the scientific basis of the studied phenomena, because they still have to face a Physics missing concepts which can guarantee them wide credibility.

So, this work has been elaborated to propose biophotons as the physical vehicles of the energy and information necessary to the occurrence of any interaction between consciousness and matter, since photons are carriers of electromagnetic force in its tiny quantity, don’t have mass and are always in movement, at light speed. They make possible, considering their condition of existence at the limit of our current space-time, the theoretical foundation to any effective Psi phenomena, depending on the interchange between consciousness and matter, which are, respectively, beyond and on the other side of that interface.

The presentation of the Psychoenergetic Model developed by Dr. William Tiller, professor emeritus of Stanford University, makes even more plausible the action of a biophoton field to explain the interaction process between Consciousness and Matter on Psi phenomena.

Keywords: biophotons, psychoenergetic, coherence, consciousness, intention, Psi.

Resumen

Todas las células vivas emiten una radiación específica, de intensidad muy débil y que posee una naturaleza LASER, ya que llena los requisitos de una radiación coherente: el padrón hiperbólico de decaimiento y una probabilidad de contar según el modelo de la Distribución de Poisson. Esta radiación es compuesta por biofotones, así llamados porque ellos son fotones emitidos por fuentes biológicas y, así, presentan sus mismas propiedades. Parece que los biofotones tienen un impacto decisivo sobre los procesos de comunicación e integración celulares.

El paradigma newtoniano cartesiano no permite el establecimiento de una base teórica a hipótesis que explican la existencia de fenómenos que ocurren por la interacción entre la consciencia y la materia. Por otro lado, los enfoques espiritistas y parapsicológicos proporcionan la base para la comprensión de tales procesos, pero ellos se quedan restrictos para elaborar la base científica de los fenómenos estudiados, porque tienen que encarar conceptos incompletos de la Física.

Así, este trabajo ha sido elaborado para proponer los biofotones como vehículos físicos de la energía y la información necesarias a la ocurrencia de las interacciones entre la consciencia y la materia, ya que los fotones son los portadores de la fuerza electromagnética en su cantidad diminuta, no tienen masa y están siempre en movimiento, a la velocidad da luz. Ellos hacen posible, teniendo en cuenta su condición de existencia en el límite de nuestro espacio-tiempo ordinario, la base teórica a fenómenos Psi dependiendo del intercambio entre la consciencia y la materia.

La presentación del Modelo Psicoenergético desarrollado por el Dr. William Tiller, profesor emérito de la Universidad de Stanford, torna aún más plausible la acción de un campo de biofotones para explicar el proceso de la interacción entre la consciencia y la materia en fenómenos Psi.

Palabras Clave: biofotones, psicoenergético, coherencia, consciencia, intención, Psi.

Resumo

Todas as células vivas emitem uma radiação específica, de intensidade muito fraca e que possui natureza LASER, por preencher os requisitos de uma radiação coerente: decaimento hiperbólico e probabilidade de contagem segundo o modelo da Distribuição de Poisson. Essa radiação é composta pelos biofótons, assim chamados por serem fótons emitidos por fontes biológicas e apresentarem as mesmas propriedades desses últimos. Os biofótons parecem ter um impacto decisivo nos processos de comunicação e integração celulares.

O paradigma Newtoniano/Cartesiano não permite a fundamentação teórica de hipóteses para explicar a existência de vários fenômenos que ocorrem através da interação entre a consciência e a matéria. Por outro lado, as abordagens espiritualistas e parapsicológicas provêm entendimento a tais processos, mas se vêm tolhidas com relação à elaboração do necessário embasamento científico dos fenômenos que estudam, por ainda encontrarem uma Física carente de conceitos que lhes garantam uma credibilidade plena.

Assim, este trabalho foi elaborado para propor os biofótons como os veiculadores físicos da energia e da informação necessárias à ocorrência de qualquer interação efetiva entre a consciência e a matéria, considerando que os fótons são os portadores da força eletromagnética em seu menor quantum, não têm massa e sempre estão em movimento, à velocidade da Luz. Eles possibilitam, portanto, justamente pela sua condição de transitarem nos limites físicos do nosso espaço-tempo ordinário, a fundamentação teórica para qualquer intercâmbio ou troca efetivos entre a consciência e matéria, as quais se situam, respectivamente, além e aquém das condições de interface acima indicadas.

A apresentação do Modelo Psicoenergético desenvolvido pelo Dr. William Tiller, professor emérito da Universidade de Stanford, torna ainda mais plausível a atuação de um campo de biofótons para explicar os processos de interação entre a consciência e a matéria.

Palavras Chave: biofótons; psicoenergético, coerência; consciência, intenção, Psi.

INTRODUÇÃO

Recentes experimentos científicos (Kokubo, 2008) podem começar a explicar a base física da interação entre consciência e matéria, lançando uma nova luz sobre como e por que uma variedade de fenômenos, ditos “anômalos” desde um ponto de vista científico, têm bases físicas para ocorrer.

A correlação entre a intencionalidade e a fenomenologia Psi vem ocupando as mentes e os esforços laboratoriais de pesquisadores há longo tempo. Para explicá-la, hipóteses vêm sendo construídas com base nos conceitos físicos de emaranhamento, não-localidade e ressonância, considerando teorias particulares como a mecânica quântica, a relatividade e os modelos holonômicos de Pribram.

No entanto, o estudo da intencionalidade evoca muitas questões sobre a verdadeira natureza dos estados mentais e a respeito de como pode a intenção influenciar sistemas físicos, possuam estes, ou não, a condição que se chama: Vida. A intenção é uma característica presente em uma variedade enorme de estados mentais e emocionais e o desenvolvimento de uma abordagem capaz de permitir uma compreensão geral da intenção e da consciência em si mesmas e de suas relações com a matéria, inanimada ou não, constitui-se em um enorme desafio para a ciência moderna, tanto em sua vertente teórica quanto na experimental.

Portanto, considerando que a pesquisa no campo Psi, ao lidar com intenção e consciência, ainda precisa continuar se valendo de construtos teóricos e de conceitos físicos que ainda não lhe são totalmente adequados, emergiu a propriedade da confecção deste trabalho, fundamentado no Modelo Psicoenergético desenvolvido pelo Dr. William Tiller (que trata principalmente da intenção e sua repercussões no mundo físico) e nos biofótons (considerados como operadores da veiculação dos ditames intencionais aos sistemas físicos), ambos possuindo uma ampla base experimental.

JUSTIFICATIVAS

Intenção e Mente
Está além do âmbito deste trabalho demonstrar a existência de um campo mental independente da matéria. Uma vez assumida a sua existência, inquestionável, é possível pensar na mente como possuindo uma natureza ondulatória, idealmente operando em coerência e harmonia. Quando alguma intenção é formulada, o campo mental se configura em um padrão específico de freqüências, em um espectro característico. Se a intenção é coerente, ela consegue energia suficiente para ressonar com outros níveis do ser humano e produzir os efeitos que lhe são próprios, uma vez que sistemas coerentes se comunicam entre si a um custo energético muito reduzido.

No entanto, uma intenção coerente pode ser boa ou ruim. Na prática clínica da Hipnose, exemplificando, pode ser observado que algumas pessoas pretendem (mesmo que seja inconscientemente) agredir os outros ou a si mesmos, enquanto outras pretendem acolher e curar. É a coerência que determina a eficácia da intenção, independentemente de sua ética ou moral. O bem e o mal têm, ambos, os seus efeitos.

A intensidade e a persistência da intenção determinam a potência com que a ressonância será induzida em todos os níveis do ser humano. A intenção precede a manifestação. Qualquer escolha modifica o campo mental, produzindo um novo espectro de freqüências e, assim, um diferente padrão de coerência e ressonância. A decisão pode ser realizada de uma maneira consciente ou pode ser objeto de um processo inconsciente e o cérebro humano é estruturalmente aperfeiçoado para lidar com tais escolhas e possibilidades, devido às suas múltiplas conexões e redes neurais.

As intenções induzem um largo espectro de atividades fisiológicas ou patológicas. A intenção consciente pode, por exemplo, direcionar processos orgânicos, como há séculos demonstram os yoguis indianos. Recentes revisões sistemáticas (Abbot, 2000; Astin, Harkness & Ernst, 2000; Jonas, 2001; Schlitz & Braud, 1997) sugerem que a cura pode ser conseqüência da intenção mental de um terapeuta situado em local remoto ou mesmo de algum alinhamento a qualquer força espiritual.

O Dr. William Tiller, professor emérito de Ciência de Materiais, na Escola de Engenharia da Universidade de Stanford, pesquisou sobre a ação direta da intenção humana sobre sistemas animados ou inanimados (2001, 2005, 2007). Em seus trabalhos, ele comprovou, experimentalmente, como uma intenção humana remota e específica influencia um simples dispositivo elétrico (o qual ele chama IIED – Dispositivo Eletrônico com Intenção Impressa), seguindo o mais rigoroso protocolo científico. Quando o dispositivo é ligado em laboratórios aleatoriamente distantes do laboratório do Dr. Tiller, ele influencia, significativamente, os seus experimentos alvo, tais como: aumentar ou diminuir o pH de uma solução em uma unidade completa; aumentar, in vitro, a atividade específica de um sistema enzima/coenzima ou aumentar a relação de ATP/ADP em células embrionárias da mosca das frutas.

O Dr. Tiller escreveu (2001), logo no início do prólogo do livro:

Este livro assinala uma aguda linha divisória entre velhos caminhos de pensamento científico e velhos protocolos experimentais, nos quais as qualidades humanas de percepção, intenção, emoção, mente e espírito não podem afetar significativamente a realidade física e um paradigma novo, em que elas podem, robustamente, agir assim!

Modelo Psicoenergético do Dr. William Tiller

O Dr. William Tiller tomou como base para desenvolver o seu Modelo Psicoenergético o conceito de onda-piloto, o qual foi apresentado em 1920 por Louis de Broglie e lhe valeu o Prêmio Nobel de Física, em 1929. De Broglie postulou que toda partícula tem uma onda piloto a si associada e que a velocidade da partícula multiplicada pela velocidade da onda sempre resulta no valor da velocidade da luz elevada ao quadrado. Em função da massa que possui a partícula, a sua velocidade tem que ser sempre inferior à velocidade da luz, por uma exigência relativística. Em conseqüência, a velocidade da onda há que ser sempre superior à velocidade da luz.

Em síntese, podemos apresentar o Modelo Psicoenergético do Dr. William Tiller nos seguintes itens:

1) Para visualizar as expressões da Natureza, com base na associação de cada partícula a uma onda, há uma estrutura de referência melhor do que aquela que se constitui de um espaço de 4 dimensões, cujas coordenadas são x,y,z e t. Tal estrutura tem fundamento em um Espaço-Base Biconformacional, o qual, por sua vez, se encontra inserido em uma estrutura de dimensões mais elevadas, que atingem, no seu ápice, o nível espiritual, dotado de 11 dimensões.

O Espaço-Base Biconformacional apropriado para descrever a dualidade de onda/partícula compreende dois espaços de 4 dimensões, um dos quais possui como coordenadas x, y, z e t, enquanto o outro possui as coordenadas x-1, y-1, z-1 e t-1. Vale realçar que estas últimas coordenadas são correspondentes a freqüências espaciais e temporais, respectivamente.

A partir desse novo Espaço-Base Biconformacional pode ser inferido que:

- A Natureza pode ser observada em suas várias expressões, simultaneamente a partir de um ponto de vista de uma partícula (D-Espaço ou Espaço Direto) e de uma onda (R-Espaço ou Espaço Recíproco);

- Uma qualidade particular Q traz em si, então, duas contribuições: uma vinda do D-Espaço – QD e outra do R-Espaço – QR, as quais estão relacionadas, em seu aspecto quantitativo, através de um par obtido pelas Transformações de Fourier. Assim, em princípio, uma medição experimental de Q pode ser separada em suas partes QD e QR;

- Cada ponto no D-Espaço está conectado a todo outro ponto no D-Espaço via R-Espaço e vice-versa. O grau dessa conectividade depende de outros fatores;

- Existem forças e ações locais no D-Espaço e não-locais no R-Espaço;

- Existe uma conectividade matemática entre as diferentes partes de um sistema qualquer, mesmo se elas estiverem separadas espacial e temporalmente. Isto forma uma base sólida para a existência de um emaranhamento de informações entre as várias partes do sistema.

2) A realidade física se expressa, portanto, através de duas únicas espécies de materiais:

a) Partículas mais grosseiras que se movem a velocidades menores que a velocidade da luz no D-Espaço;

b) Ondas que se movem a velocidades maiores que a velocidade da luz no R-Espaço, cujos padrões de interferência originam padrões de informação.

3) Uma substância em uma dimensão mais elevada, fora dos limites da Teoria da Relatividade, capaz de viajar a velocidades maiores, menores ou iguais à velocidade da luz, atua como agente de acoplamento entre o D-Espaço e o R-Espaço. Tal substância se origina no Domínio Emocional e foi denominada Deltron.

4) A Consciência e, em especial, a Intenção, pode ativar os Deltrons e estimular o acoplamento entre o R-Espaço e o D-Espaço. Uma Intenção imprime um padrão único de freqüências no Domínio Mental. As ondas mentais assim geradas atuam ativando Deltrons no Domínio Emocional e também imprimindo um padrão específico, que lhes corresponde, no R-Espaço. Este, ao ser objeto da ação dos Deltrons, imprime um padrão associado e correlacionado no D-Espaço, via Transformadas Inversas de Fourier, o qual é detectado pelo sistema sensorial e, portanto, se torna uma experiência na realidade física ordinária.

NeuroQuantologia
Existe um jornal científico, veiculado apenas na Internet, que é voltado para a interface entre as Neurociências e a Física Quântica. Ele foi criado em 2002 e se chama NeuroQuantology. A sua orientação se faz no sentido de explorar, interdisciplinarmente, a relação entre a Física Quântica e o funcionamento do Sistema Nervoso. Neurocientistas e Físicos analisam, em conjunto, a inter-relação da pesquisa e da literatura existentes nas duas áreas.

Duch (2003) considera a hipótese de os biofótons estarem relacionados, sutilmente, a vários fenômenos naturais:

Considere uma célula vivente. Por exemplo, um neurônio cerebral. Muitos processos bioquímicos têm lugar a cada segundo em uma célula; muitos deles são controlados por emissões e absorções de fótons, que provêm energia para as reações. Esta radiação ultrafraca é muito coerente (Popp, 1992; Chang, Fisch, & Popp, 1998). O padrão destas emissões e absorções pode ser correlacionado, de uma maneira muito sutil, a muitos processos na Natureza, mas não é, contudo, possível medir tais efeitos sutis no laboratório.

De & Pal (2004) postulam a importância dos biofótons na operacionalidade do pensamento, sendo importantes os seguintes destaques:

O Universo existe junto com a autoconsciência universal. A consciência significa que a realização da existência é um estado funcional da mente, um componente da mente universal (UM). Esta UM é assumida aqui como sendo constituída por TCP (partículas que carregam o pensamento) e TRP (partículas que retêm o pensamento), as quais, por sua vez, são assumidas como sendo os componentes últimos de algo neste universo.

(…) Estas TCP e TRP se comportam, em geral, como ‘biofótons’ (Chang Jim-Ju, 1998; Popp F, 1994) em qualquer sistema vivo e como outros fótons em qualquer sistema sem vida no universo.

(…) A TCP, sendo a transportadora da TF (força do pensamento), haveria de se comportar, neste caso particular, como ‘bosons’, enquanto a TRP haveria de funcionar como ‘férmions’. Em nossa proposição, as postuladas TCP & TRP se comportam algumas vezes como partículas livres e algumas outras vezes como ondas, como acontece com a luz, de onde a consciência pode ser modelada como um tipo de luz mental.

Experiências conduzidas por Niels Birbaumer e sua equipe na Universidade de Tubingen, na Alemanha (Birbaumer, 1999); o trabalho de pesquisa de John Captain, da Faculdade de Medicina Hahnemann (Captain, 1999) e os experimentos conduzidos por Dana Ballard, professor de Ciência da Computação, junto com a estudante Jessica Bayliss, da Universidade de Rochester, significam, claramente, a existência da “força do pensamento” (TF), que é assumida, aqui, como sendo carregada pelas TCP (= biofótons ou fótons). O ‘pensamento’ de qualquer sistema vivo é, portanto, uma ‘força’. Embora este ‘pensamento’ seja possível somente na presença da arquitetura do cérebro, como também da consciência, ainda assim deve ser compreendido que esta “força do pensamento” (TF) é aplicável não somente a qualquer sistema biológico, mas também a qualquer sistema inanimado, igualmente.

(…) vários pesquisadores têm sugerido que a mecânica quântica pode ser biologicamente pertinente. Uma conjectura inicial, neste sentido, é a Teoria de Fröhlich (Fröhlich, 1983), que estabelece que modos coletivos vibrantes (fônons coerentes) em membranas biológicas podem criar condições similares a um condensado Bose-Einstein, conduzindo a um comportamento cooperativo, no qual a energia vibrante é concentrada no modo mais baixo. A intuição que permeia a teoria é que as estruturas formadas por condensados Bose-Einstein (os quais são, em última instância, compostos destas TCP & TRP) são os blocos constitutivos da vida mental, em relação à percepção que elas são modelos do mundo, transformando uma visão agradável em uma estrutura mental, a qual representa algumas das qualidades inerentes dessa visão.

DISCUSSÕES E CONCLUSÃO

Foi experimentalmente observado (Chang 1998; Popp 1994) no campo da ‘biofotônica’ (Jezowska-Trzebiatowska 1987; Popp 1992; Popp 1992b) que seres vivos, incluindo o ser humano, emitem microondas constante e regularmente, em um padrão específico que pode ser responsável por manter não somente o ‘metabolismo’ junto com a ‘consciência’, mas também por manter a existência universal. Esta radiação de microondas é devida à emissão de uma espécie de fótons, normalmente chamada ‘biofótons’ (Chang 1998; Popp 1994) os quais, a nosso ver, são, nada mais que, as postuladas TCP e TRP.

De & Pal (2005) em artigo posterior, reforçam o seu entendimento sobre a possível relação entre os biofótons e o pensamento

John Jeffreys e Roger Traub (1996) descobriram um método único de comunicação entre células do cérebro, no qual mensagens foram enviadas através de linhas cruzadas. Eles observaram ondas de alta freqüência no cérebro, as quais não dependem de interações convencionais entre neurônios. Esta observação significa também a existência das atividades de TCP/TRP como ‘biofótons’. É agora possível, pela técnica moderna, ver as imagens da atividade do cérebro associada com uma grande variedade de tarefas mentais, incluindo o ‘processo do pensamento’. Pensamentos específicos e processos cerebrais têm sido associados com atividade específica em regiões localizadas do cérebro. A fim de provar as ‘Palavras e Regras’ de Steven Pinker (1999), foi observado que imagens obtidas pela técnica fMRI mostraram que verbos regulares e irregulares foram computados por partes diferentes do cérebro durante o ‘processo do pensamento’. Este ‘processo do pensamento’, em nossa proposição, é conduzido pelas TCP e retido pelas TRP, já que elas são assumidas em levar e reter as ‘funções mentais’.

Grass, Kasper & Klima (2004), na conclusão de um trabalho, escreveram:

Das experiências listadas, nós vemos que existe forte evidência de uma comunicação de célula para célula, mediada por fótons, sendo que também os processos intracelulares poderiam ser regulados por tais mecanismos. Se a comunicação/regulação celulares acontecem através de sinais por biofótons, como um princípio geral, muitos fenômenos teriam que ser reconsiderados à luz desta hipótese. A fisiologia do CNS, principalmente, teria que ser vista de uma maneira diferente.

BIOFÓTONS

O Professor Vladimir Voeikov (1999), da Universidade de Moscou, definiu o conceito de biofótons:

Biofótons são uma radiação eletromagnética coerente e extremamente fraca, capaz de modular a atividade fisiológica das células vivas e de sistemas vivos de ordem mais alta. Deste ponto de vista, biofótons são pacotes de onda possuindo valor informacional, revelado por seu efeito regulador sobre os sistemas vivos, os quais são os receptores dessas mensagens.

Biofótons são uma radiação eletromagnética coerente e extremamente fraca que emana das células de organismos biológicos. Eles conduzem, simultaneamente, energia e informação, ambos responsáveis pelos processos de comunicação e integração ao nível celular. Os organismos emitem e recebem sinais eletromagnéticos em biocomunicação, mas os biofótons são difíceis de detectar. Eles estão na faixa visível do espectro eletromagnético – são o que se chama luz.

Os biofótons foram descobertos em células de raiz de cebola, em 1923, pelo cientista médico russo, Professor Alexander G. Gurvitsch, que os chamou de raios mitogenéticos. Eles foram redescobertos na década de 1970, pelo biofísico alemão Fritz-Albert Popp, que comprovou a sua existência, a sua principal origem dentro das moléculas do ADN, e, depois, sua coerência, ao modo de um feixe laser. Ele suspeitou que os biofótons controlam a bioquímica da vida e seguiu em frente com as suas hipóteses e pesquisas. Outros cientistas respeitáveis, como Herbert Fröhlich e Ilya Prigogine (laureado com o Prêmio Nobel), confirmaram a importância da descoberta dos biofótons. Os estudos do Dr. Popp indicam que os biofótons podem levar informação pelo organismo inteiro e, também, externamente, habilitando possíveis trocas extra-sensoriais de energia e informação com outros organismos.

Todas as células vivas emitem biofótons o tempo todo. Eles são muito fracos para serem vistos a olho nu (sua intensidade equivale a de uma vela acesa, observada a vinte kilômetros de distância), mas dispositivos extremamente sensíveis, chamados fotomultiplicadores, podem detectá-los. Esta emissão fornece informação codificada sobre os processos ocorrendo dentro das células. Células do mesmo tipo, umas sadias e outras acometidas por câncer, por exemplo, têm padrões de emissão de biofótons notadamente diferentes.

Os biofótons são espontaneamente emitidos por sistemas biológicos, mas também podem ter a sua emissão induzida por exposição a luz de comprimentos de ondas específicos. Os biofótons são armazenados, em grande parte, dentro da dupla hélice das moléculas de ADN, sendo constantemente emitidos e absorvidos durante processos bioquímicos, formando uma rede dinâmica de luz. Eles são, portanto, considerados como uma via principal de comunicação e integração nos organismos vivos (Popp, 2003). Os fenômenos que acompanham a morte celular, por exemplo, cursam com importante liberação dos biofótons armazenados.

Devido à sua coerência, os biofótons podem produzir padrões de interferência, como os Laser fazem, possibilitando o entendimento de processos no cérebro, tais como consciência, percepção ou memória, cuja natureza holográfica foi postulada pelo neurofisiologista Karl Pribram.

A distribuição espectral dos biofótons varia, em média, de 200 a 800 nanômetros, indo do quase infravermelho ao ultravioleta. Sua intensidade é extremamente baixa, cerca de 20 ordens de magnitude mais fraca que a fluorescência comum da fotofosforescência, mas é cerca de 1010 vezes superior à radiação térmica, à temperatura normal do corpo humano. O número provável de biofótons emitidos, em um intervalo de tempo definido, segue uma distribuição estatística de Poisson, a qual é uma condição necessária para a coerência de um campo eletromagnético. Em vez de seguir um padrão de decaimento exponencial, tanto a emissão espontânea quanto a emissão estimulada dos biofótons seguem um padrão hiperbólico. De acordo com o Dr. Popp (2003), esta é uma condição suficiente para a existência de um campo de luz coerente. A explicação dos biofótons em termos de quimioluminescência não lida com o aspecto da bio-informação. A emissão de biofótons exige duas fases: energia excitando um elétron a um nível energético mais alto e posterior decaimento do elétron ao nível original, dando causa à emissão de um biofóton.

A constante de tempo característica para as emissões e absorções de radiações eletromagnéticas, com comprimento de ondas visíveis, é 1 nanosegundo. Portanto, 109 reações químicas por segundo podem, a princípio, ser catalisadas pela absorção e emissão de um único biofóton, em uma única célula (onde o número típico de reações químicas é 105 por segundo), desde que o biofóton pertença a um campo coerente. As energias de ativação necessárias às reações bioquímicas podem ser entregues por biofótons no lugar certo e no tempo exato para a ocorrência da específica reação. Os fótons térmicos comuns não podem servir de gatilho para reações bioquímicas em um organismo. Portanto, somente os biofótons têm propriedades que lhes possibilitem controlar a fisiologia das células.

Como conseqüência, os sistemas biológicos podem ser tratados como sistemas quânticos macroscópicos, desde que biofótons estejam em ação. Os padrões de interferência de ondas gerados pelas emissões de biofótons suportam também a noção de estados coerentes macroscópicos. O Dr. Popp (2003) propôs que a interferência construtiva de ondas tende a acontecer dentro das células, enquanto a interferência destrutiva é ajustada a ocorrer fora delas, dando origem a um ‘silêncio luminoso’, condição na qual qualquer estímulo, por mínimo que seja, pode ser prontamente percebido.

A emissão de biofótons pelo corpo humano está sendo estudada em proporção crescente, devido à sua importância mais imediata no diagnóstico. No entanto, não se perde o foco nas tecnicamente distantes, porém infinitas, possibilidades terapêuticas. Vale realçar que são os fótons do sol que tornam possíveis os processos de fotossíntese pelas células vegetais e que a energia por elas armazenada torna possível a vida na Terra.

É proposta deste trabalho que os biofótons estão envolvidos na transmissão de informação e energia do R-Espaço ao D-Espaço, segundo o Modelo Psicoenergético do Dr. William Tiller.

Coerência
Em termos gerais, coerência é a propriedade de conexão, coordenação, sincronização e harmonia entre processos, situações, eventos ou idéias. Ela possibilita a ressonância de unidades menores, em um conjunto. Em seu significado físico mais estrito, coerência é a propriedade de duas ou mais ondas eletromagnéticas (com o mesmo comprimento de onda e o mesmo plano de vibração, mas com diferenças de fase constantes) que as habilita a passar, num dado intervalo de tempo, pela mesma região do espaço. Em um sistema coerente, a energia e a informação são facilmente disponibilizadas para processos variados, a um custo mínimo. A noção de coerência é fundamental para o entendimento de processos como a holografia e a formação de memória. Um sistema macroscópico coerente pode ser comparado a uma grande orquestra, na qual, além do objetivo comum, os artistas individuais podem ter alguma liberdade para improvisar.

Zurek (1989) afirma: “O organismo é, no ideal, uma sobreposição quântica de atividades coerentes, acima de todos os espaço-tempo, sendo este puro estado coerente um atrator, ou estado final, ao qual o sistema tende a voltar ao ser perturbado.”

Van Wijk escreveu (2000) sobre a coerência:

Mas um retorno a esta idéia da célula como um todo parece que se situa à margem do paradigma biológico principal. Contudo, uma revolução Kuhniana, na qual nós estamos agora envolvidos, torna urgente que se encontre caminhos para nutrir este retorno.”

Nós temos alguns candidatos de boa aparência. Entre eles, está a nova abordagem a aplicar a não-equilibricidade e a coerência em Biologia. O estudo da coerência é um passo decisivo, em particular o estado coerente em sistemas biológicos. A palavra ‘coerência’ não é nova em Física, em especial no que se refere ao desenvolvimento do Laser. Em tecnologia de laser, coerência significa que, normalmente, ondas trabalham no mesmo comprimento de onda e na mesma fase. Em Física Quântica, estado coerente é um estado com as menores flutuações do vácuo e com a melhor comunicação, ao mais baixo custo de energia. Em sistemas biológicos, ‘estados coerentes’ quer dizer que cada unidade guarda sua independência e tem todas as possibilidades de cooperação com outras unidades, ao mesmo tempo. Isto revela uma harmonia muito interessante a fenômenos holísticos em sistemas vivos. Esta abordagem está baseada na versão inicial de Gurwitsch, sobre o campo morfogenético.

Bajpai (1999) esclareceu, a respeito dos biofótons:

O encadeamento será estabelecido ponto por ponto, investigando as implicações das propriedades variadas dos fótons contidos nos sinais dos biofótons. As propriedades dos fótons podem ser divididas em propriedades de onda, propriedades de partícula e propriedades quânticas. As propriedades de onda são: velocidade, freqüência, fase, polarização, amplitude (ou intensidade) e sobreposição de ondas de fótons. As propriedades de partícula são: emissão em saltos quânticos, estatística de fotocontagem e transferência de energia e momentum na colisão com uma partícula carregada. As propriedades quânticas são os efeitos não-clássicos, como: coerência no espaço e no tempo; detecções abaixo do nível de ruído; fóton desdobrando-se; teleportação; estados emaranhados; entrega de mensagens diferentes para diferentes observadores por um sinal e não-localidade. Propriedades diferentes cedem tipos diferentes de informação sobre o emissor e o processo de emissão. A variedade e a riqueza da informação tornam um sinal de fóton um objeto desejável para a exploração científica. Um sinal de fóton, em adição, pode difundir instruções e mensagens por amplitude e freqüência modulada, assim como, também, por sua forma e distribuição espectral. Isto provê outra razão para nosso interesse no estudo dos sinais de biofótons de intensidades extremamente fracas. O desenvolvimento de detectores sensíveis e técnicas para observar propriedades diferentes dos sinais de biofótons fortalecem este interesse. A origem, fonte e propósito dos biofótons não permanecerão um mistério por muito tempo.

O MODELO PROPOSTO

Dentro de toda célula do corpo humano existem complexos processos quânticos; biofísicos, em geral; eletromagnéticos, em particular e bioquímicos. Em última instância, toda reação bioquímica necessita ativação eletromagnética para realizar os seus produtos. Os organismos podem produzir hologramas através dos padrões de interferência das emissões Laser dos biofótons, os quais possibilitam a criação de conjuntos de ondas eletromagnéticas estacionárias, com freqüências diferenciadas, levando à materialização de diferentes transformações bioquímicas. Em outras palavras, os campos eletrodinâmicos podem se manifestar através de uma ampla gama de freqüências e amplitudes, produzindo os seus efeitos específicos e mensuráveis, entregando energia e informação às biomoléculas no lugar e no tempo exatos e necessários à sua reatividade.

Esses padrões de interferência – hologramas, ondas estacionárias e campos – permitem a consideração dos sistemas biológicos como hologramas de luz ‘materializada’. A rede holográfica gerada pelas emissões de biofótons pode ser, portanto, o portão pelo qual existe a possibilidade de conexão da matéria com níveis mais altos e sutis de vibração – emoções, mente, consciência e espírito. Para ilustrar, vale citar os corpos multidimensionais associados ao ser humano, cuja existência tem sido amplamente descrita na sabedoria ancestral da humanidade, sendo a sua materialização normalmente aceita através do sistema dos chacras.

Dentro dessa abordagem, é nosso entendimento que os biofótons estão indissoluvelmente vinculados ao trânsito de energia e informação quando as transformações ocorrem do D-Espaço ao R-Espaço e vice-versa. É oportuno ressaltar que – enquanto fótons – os biofótons não possuem massa e sempre se deslocam à velocidade da luz, não podendo ser parados ou desacelerados. Assim, considerando também o fenômeno chamado ‘entanglement’, experimentalmente demonstrado, mas cuja descrição foge ao escopo deste trabalho, claramente se compreende a pertinência da relação entre os biofótons e as interações entre o D-Espaço e o R-Espaço, pois ambos consistem em interfaces dinâmicas que possibilitam o acoplamento energético e a transmissão de informações entre dimensões materiais e conscienciais.

Os sete chacras principais podem ser entendidos como fazendo parte de um sistema maior, no qual esses sete campos de manifestação estão, idealmente, relacionados uns aos outros por ressonância, coerência e harmonia, como se fossem os termos de uma mesma Série de Fourier. As ações e reações em um nível qualquer possuem imediatas repercussões dinâmicas em todos os outros. As interações entre os biofótons nos sistemas biológicos têm o poder de acolher e transformar ‘trens’ de onda incoerentes em padrões coerentes, os quais vão influenciar todos os sistemas fisiológicos, não só no corpo físico, mas também nos demais níveis sutis. Por esse processo biofotônico, um organismo (constituído por uma multiplicidade de órgãos, tecidos, células, moléculas, átomos, partículas subatômicas, energias e padrões de informação) pode se desenvolver e funcionar como um todo, um conjunto coeso e harmônico. A conseqüência dos aspectos da ressonância e da coerência associadas aos biofótons é que os organismos podem ter energia e informação fluindo livremente e transmitidas a um baixo custo energético, com um mínimo de perdas térmicas desnecessárias, o que confere um alto rendimento às funções biológicas.

Todos esses processos são operados por campos de biofótons, os quais impõem ordenação a cada nível. Campos existem dentro de campos, os quais ainda existem dentro de outros campos e assim por diante, indefinidamente, até o máximo limite quântico que permite que a energia e a informação caracterizem o conjunto total de cada ser vivo. Há a instauração de uma hierarquia funcional, sendo que as freqüências de vibração mais elevadas organizam a coerência, harmonia e manifestação das que lhe são inferiores, em um fenômeno bem conhecido em Cardiologia como ‘overdrive supression’.

As moléculas de água (tomadas como exemplo por sua abundância nos seres vivos) podem ser, ao nível do corpo físico, a base para que tal processo de harmonia/ressonância tenha curso. Elas se organizam segundo regiões de coerência mais ou menos estável, com repercussões específicas não só na estrutura, mas na freqüência de vibração, conseguindo, assim, energia suficiente para resistirem ao rompimento de suas conexões por forças aleatórias. Esses agrupamentos coerentes de água podem ressonar com níveis de manifestação ainda mais sutis. Qualquer pessoa com experiência na prática terapêutica conhece o efeito poderoso que um único e leve toque no corpo pode ter na ativação de um processo catártico, suportado por um forte conteúdo emocional, desbloqueando, desta forma, a energia armazenada por longo tempo. O conhecido efeito da Homeopatia, tomada como exemplo, também demonstra que as conexões mente-corpo podem ter por base processos energético/informacionais nas moléculas de água.

Durante a terapia regressiva, utilizada aqui apenas como exemplo, as memórias armazenadas (na maioria das vezes bloqueadas) podem, de novo, através da utilização dos recursos oferecidos pelo campo de biofótons, utilizar um corpo físico completo (com todos os seus recursos audiovisuais, sensoriais e motores) para dar expressão a si mesmas, ao seu conteúdo. Durante a sessão terapêutica, o corpo físico do paciente é palco de cenas que (real ou virtualmente – não importa, pois é a melhor configuração que o Inconsciente lhes pode dar) acontecem no tempo e no espaço real, acontecendo no aqui e no agora de uma consulta. É nosso entendimento que há que haver emissão e absorção de biofótons para todo esse processo acontecer. Qualquer sonho, pensamento, intenção, emoção ou sensação é acompanhado por atividade eletromagnética específica no cérebro – órgão que, embora possua apenas cerca de dois por cento da massa do corpo, consome vinte por cento de todo o oxigênio utilizado no organismo. De acordo com o Professor Vladimir Voeikov, em conversa pessoal, tal consumo não pode ser entendido em função da quantidade de mitocôndrias existentes nas células do cérebro. Há a necessidade de explicações bioquímicas alternativas, como, por exemplo, a que é fornecida pelo estudo das Espécies Reativas de Oxigênio (ROS) – radicais livres – os quais, através de reações bioquímicas sucessivas (quase todas resultando na emissão de biofótons), dão conta da relação massa/consumo de oxigênio existente no cérebro.

Em conseqüência de tudo o que foi exposto, este trabalho postula as seguintes hipóteses:

a) Os biofótons têm todas as características necessárias e suficientes para serem considerados como o ‘hardware’ – o fator operacional – em vários fenômenos da esfera PSI, em obediência harmônica aos comandos de diversos ‘software’ vindos de dimensões mais sutis, tais como, por exemplo, a intenção humana;

b) Os biofótons podem atuar nos fenômenos PSI e em outros processos através de, pelo menos, dois caminhos complementares, promovendo a conexão de corpo, emoção, mente, intenção, intuição, consciência e espírito:
• Pelo sistema de chacras, cuja descrição clássica sempre os conecta aos sistemas nervoso e endócrino, estabelecendo uma rede holográfica a permear todos os múltiplos níveis de manifestação das pessoas. Considerando que os biofótons são emitidos em cores que vão do ultravioleta ao quase infravermelho, eles podem, no mínimo, interagir com os chacras através de um código cromático;
• Por conexões dinâmicas bioeletromagnéticas, funcionais, estabelecidas com a fisiologia do sistema nervoso central, em específico com o sistema límbico (hipocampo, amígdala e hipotálamo); a hipófise; o tálamo (estação integrativa das vias sensoriais); a glândula pineal e os colículos superiores – via visual – e inferiores – via auditiva (em um processo de holografia acústica fisiológica), todos ligados, em maior ou menor grau, a conexões emocionais, as quais são responsáveis, segundo o Modelo Psicoenergético do Dr. William Tiller, por promover o acoplamento energético e informacional entre o D-Espaço e o R-Espaço;

c) Em estado de alerta, em percepção ordinária, o nosso cérebro atua como um filtro eletrônico de característica “passa-faixa”, com bloqueio ao acesso de ampla porção do conteúdo sensorial e inconsciente. Nos fenômenos PSI o filtro cerebral tem o seu funcionamento minimizado, com estreitamento de sua faixa de operação, o que vai permitir um acesso mais amplo aos conteúdos dos níveis multidimensionais de que se compõe o ser humano e a Natureza, em geral;

d) Os conteúdos acessados nos fenômenos PSI estão apoiados por processos energéticos e informacionais. Uma possível explicação desta retenção de energia e informação se baseia na produção holográfica de padrões de interferência que geram ondas estacionárias;

f) Nos casos de personalidades múltiplas, por exemplo, há padrões diferentes e específicos de saúde e doença, alternadamente na mesma pessoa, para cada uma de suas dissociações psíquicas. Também há várias disfunções orgânicas produzidas pelos processos ditos obsessivos. Ambas as situações são compreensíveis quando se considera que os biofótons (leia-se corpo etérico) são suscetíveis a influências mais sutis e que eles controlam toda a bioquímica e a fisiologia do paciente. As razões meramente orgânicas e bioquímicas não conseguem explicar as alterações somáticas decorrentes de tais fenômenos.

Finalizando e fazendo foco em um aspecto mais prático, os biofótons podem ser intencionalmente emitidos por uma pessoa, estimulando, por ressonância, a emissão de biofótons por outra pessoa, os quais vão operar processos energéticos e informacionais relacionados às relações humanas. Os biofótons constituem o ‘hardware’ que permite que diversos ‘software’ mais sutis funcionem.

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